Automação de portos como estratégia para a agilização do comércio internacional do Brasil

Guilherme Francis Fagundes Sortino

Resumo


A revolução tecnológica que vem marcando as últimas duas ou três décadas teve grandes impactos em diferentes setores da economia, principalmente porque possibilitou desenvolver soluções, em hardware e software, que simplificaram os processos produtivos e aceleraram os seus resultados. Isto ocorreu também no segmento de portos, com os países desenvolvidos, substituindo antigos guindastes, manuais ou de operação simples, por máquinas complexas de comando numérico que aceleraram a recepção, o processamento, o desembaraço e a liberação de mercadorias. Essas soluções se deram nas áreas de comunicações e de informações e também no uso de equipamentos, ou seja, ocorreram tanto em informatização, quanto em automação. Os ganhos econômicos em termos de expansão de relações comerciais têm sido expressivos, conforme mostram os indicadores desses portos. O Brasil, a despeito de ter experimentado um crescimento no volume de transações externas nas últimas duas décadas, teve sua participação relativa nos negócios internacionais reduzida, em termos de corrente comercial, raramente ultrapassando 1% desse volume, apesar de ser uma das maiores economias do planeta. O objetivo do presente artigo é apresentar e discutir a hipótese de que se houver avanços em termos de automação de portos no Brasil, juntamente com a ocorrência de fatores econômicos positivos, complementados por medidas como a dragagem de canais de atracamento e a integração de modais, poderá ocorrer um incremento nas transações internacionais do país, beneficiando empresas de variados setores e portes, sobretudo em termos de exportação, possibilitando melhorar a posição estratégica do Brasil no volume de negócios internacionais.

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